Denunciar tem duas finalidades diferentes: tentar recuperar o seu dinheiro e tirar o golpista de circulação. Os canais não são os mesmos, e a ordem importa.
Comece sempre pelo banco — é o único caminho com chance real de devolução rápida.
1. Banco pagador (primeiro, sempre)
Abra a contestação de fraude no app ou na central. É o pedido que aciona o MED e pode bloquear o valor na conta do recebedor. Anote o número de protocolo.
2. Delegacia eletrônica do seu estado
Registre o boletim de ocorrência com todos os anexos: comprovante, ID da transação, conversas e perfis. O B.O. é gratuito e feito on-line na maioria dos estados.
3. Banco Central (RDR)
Use o Registro de Demandas de Regulados quando o banco não responder ou negar sem justificativa. O BC não devolve o dinheiro, mas cobra a instituição e o registro entra nas estatísticas de supervisão.
4. consumidor.gov.br
Plataforma pública com prazo de resposta da empresa. Útil quando há loja, marketplace ou prestador envolvido na operação.
5. Plataforma onde o golpe começou
WhatsApp, Instagram, Facebook, Mercado Livre, OLX: denuncie o perfil e o anúncio dentro do próprio serviço. Isso derruba a conta e evita novas vítimas.
6. Guarde os protocolos
Cada canal gera um número. Reúna todos em um único documento — é o que sustenta uma eventual ação no Juizado Especial Cível.
Confira uma chave ou um código copia e cola antes de pagar.
Verificar chave PIXPerguntas frequentes
Denunciar no Banco Central devolve meu dinheiro?
Não. O Banco Central atua sobre a instituição financeira, cobrando resposta e apurando conduta. A devolução só ocorre pelo MED, acionado pelo seu banco.
Preciso saber quem é o golpista para denunciar?
Não. Basta informar a transação, o valor e o contexto. O banco identifica o recebedor internamente e a polícia pode requisitar os dados cadastrais.
Vale a pena denunciar valores pequenos?
Sim. Registros pequenos alimentam a identificação de contas usadas em série e ajudam a bloquear golpistas que aplicam o mesmo golpe em muita gente.