Deepfake em videochamada: confirme antes de transferir

Atualizado em 10/08/2026

Deepfakes em tempo real já são usados para pedidos de transferência em nome de familiares, executivos e conhecidos. O vídeo convence; a verificação por outro canal, não.

Este protocolo leva poucos minutos e derruba praticamente todas as tentativas.

  1. 1. Não decida durante a chamada

    Urgência é parte do golpe. Diga que vai retornar e encerre. Nenhuma emergência real piora por causa de cinco minutos de conferência.

  2. 2. Peça o teste do perfil e da mão

    Ainda na chamada, peça que a pessoa vire o rosto de lado e passe a mão devagar na frente do rosto. Modelos em tempo real costumam distorcer as bordas nesses movimentos.

  3. 3. Ligue de volta pelo número salvo

    Não use o número que apareceu na chamada. Ligue para o contato já existente na sua agenda, de preferência de outro aparelho.

  4. 4. Use uma palavra de segurança combinada

    Combine antecipadamente com a família e com a equipe do trabalho uma palavra que nunca é escrita em mensagens. Pedidos financeiros só valem com ela.

  5. 5. Confira o recebedor antes de pagar

    Mesmo confirmando a identidade, verifique se a chave PIX ou a conta pertence à pessoa certa. Golpistas costumam pedir depósito "na conta de um amigo".

  6. 6. Se já transferiu, acione o MED agora

    Abra a contestação no seu banco imediatamente, registre boletim de ocorrência e guarde a gravação ou os prints da chamada.

Envie o vídeo ou o print da chamada para a análise de indícios de manipulação.

Analisar vídeo suspeito

Perguntas frequentes

Dá para identificar deepfake só olhando?

Nem sempre. A qualidade já engana observadores atentos. Por isso o protocolo se apoia em confirmação por outro canal e palavra de segurança, não em avaliação visual.

Qual pedido derruba um deepfake em tempo real?

Movimentos que escondem parte do rosto: virar de perfil, passar a mão na frente, aproximar muito da câmera. Também ajuda pedir uma frase específica combinada antes.

Empresas também são alvo?

Sim. Fraudes com falsos executivos pedindo pagamentos urgentes ao financeiro são comuns. A defesa é procedimento: dupla aprovação e confirmação por canal separado para qualquer transferência fora da rotina.